Os 10 casais mais românticos da ficção brasileira: qual é o seu preferido?

A escritora gaúcha Letícia Wierzchowski ficou conhecida em todo o Brasil e no mundo, através do seu romance A Casa das Sete Mulheres que no nosso país foi adaptado para a televisão no formato de minissérie e teve grande repercussão e audiência.

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Ávida leitora e fã de autores como Gabriel Garcia Márquez e Érico Veríssimo, Letícia aceitou o nosso desafio de responder quem são os 10 casais mais apaixonantes e românticos da literatura brasileira e eis a aqui a lista da escritora. Vamos conferir?

Edições Italiana e francesa de A Casa das Sete Mulheres – Leticia Wierchowski Divulgação

Começamos com dois casais que fazem parte da mesma saga, de um mesmo escritor: Érico Veríssimo. 

A obra, dividida em três partes:

  • O Continente
  • O Retrato
  •  O Arquipélago

Foi adaptada em duas ocasiões para a televisão, sendo a primeira versão de 1967 e a segunda, de 1985. Com Tarcísio Meira  e Glória Pires interpretando Capitão Rodrigo e Ana Terra, respectivamente. Em 2013 virou filme dirigido por Jayme Monjardim com Thiago Lacerda e Cléo Pires.

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o tempo e o vento 2

1. Ana Terra e Pedro Missioneiro – Obra: O Tempo e o Vento – O Continente – Livro: Ana Terra – Autor: Érico Veríssimo

Ana terra é filha de Henriqueta e Maneco Terra e mora em uma fazenda nos pampas gaúchos. Sua história  começa quando ela já tem 25 anos e continua solteira, ou seja, naquela época já havia “ficado para titia”.

Um belo (e rotineiro) dia, Ana descobre nas terras do pai, um índio ferido que pouco a pouco ganha a confiança da família e acaba permanecendo na fazenda e ajudando com o trabalho diário. Ana e Pedro se apaixonam perdidamente. Ela engravida e ao descobrirem a gravidez, os irmãos de Ana Terra o matam. Ela sobrevive e dá a luz a Pedro Terra, origem da família Terra Cambará e da saga de O tempo e o Vento.

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Ana terra e Pedro Missioneiro no filme “O Tempo e o Vento” – Foto: Divulgação Globo Filmes e Panda Filmes

2. Bibiana Terra e Capitão Rodrigo Cambará. Obra: O Tempo e o Vento – O Continente – Livro: Um Certo Capitão Rodrigo. Autor: Érico Veríssimo

Bibiana Terra é a neta de Ana Terra, e capitão Rodrigo Cambará é um aventureiro destemido e bonitão que chega de forma intempestiva, ao seu povoado. Ao ver Bibiana pela primeira vez, num dia de finados visitando o túmulo da avó Ana Terra, Rodrigo se apaixona e faz de tudo para conquistar a sua amada, que termina rendida aos seus encantos e se casa com ele, apesar dos apelos da família.

Bibiana e Capitão Rodrigo em “O Tempo e o Vento” – Foto: Divulgação Globo Filmes e Panda Filmes

3. Manoela e Giuseppe Garibaldi. Obra: A Casa das Sete Mulheres. Autor: Letícia Wierzchowsky

Gosto tanto que escrevi sobre ela”, comenta Letícia. O romance mistura fatos históricos e ficção e se passa em 1935, durante a Revolução Farroupilha.

Dona Maria, irmã de Bento Gonçalves, tem três filhas. Uma delas, a mais velha, é Manuela, a que se apaixona por  Giuseppe Garibaldi, guerreiro revolucionário, um dos principais aliados de Bento Gonçalves. Garibaldi também se apaixona por Manuela e pede sua mão em casamento, porém a família nega, já que a moça está prometida à Joaquim, filho de Bento Gonçalves.

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A Casa das Sete Mulheres de Letícia Wierzchowsky – Foto: Maya Falks

Garibalde, decepcionado, parte sozinho e Manuela decide viajar atrás do seu grande amor. Quando o encontra, ele já está com outra, Anita, uma mulher revolucionária e guerreira, assim como ele. Manuela terá que lidar com a desilusão e com a rejeição do grande amor durante toda a sua vida e Garibaldi terá que viver sonhando com ela…

Retrato de Manuela – Foto: Gooogle livre de direitos / Garibaldi e Manuela em cena da série A Casa das Sete Mulheres – Foto: Jaymemonjardim.com.br

Fui talhada para ser de um único homem, e serei dele eternamente. Mesmo que nunca nos casemos, mesmo que a guerra ou o destino o leve para longe de mim, permanecerei esperando-o até quando for necessário, até a eternidade”. Manuela

4. Capitu e Bentinho. Obra: Dom Casmurro. Autor: Machado de Assis

Bentinho, o narrador dessa história  contada em primeira pessoa, une relatos desde a sua juventude, até os dias em que está escrevendo o livro. Até hoje, não se sabe se sua amada Capitu realmente lhe traiu, ou seu ciúme doentio era apenas fruto da sua obsessão e imaginação paranoica. O ciúme – neste caso justificado pelo amor extremo – é o enredo central da trama. Seria Ezequiel seu filho, ou de Escobar?
Capitu e Bentinho na série de televisão Capitu – Foto: Rede Globo Divulgação
O romance sofreu duas adaptações cinematográficas diferentes. A primeira, chamada Capitu, é uma leitura fiel do livro e a mais recente, Dom, com Marcos Palmeira e Maria Fernanda Cândido, é uma livre adaptação que fala sobre o ciúme nos relacionamentos. Também virou série para a TV em 2008.
Mais recentemente a obra se transformou em quadrinhos com roteiro de Ivan Jaf e arte de Rodrigo Rosa. Imperdível!
Dom Casmurro Quadrinhos – Foto: Editora Ática Divulgação

5. Diadorim e Riobaldo. Obra: Grande Sertão Veredas. Autor: João Guimarães Rosa

Eternizado não somente no livro, mas no cinema através do filme com Jofre Soares, e na minissérie de 1985, com Bruna Lombardi interpretando Diadorim, mulher que  é tida como homem durante quase toda a obra.  Só no final o narrador conta que ele era uma mulher.

Diadorim conhece Riobaldo quando ambos são jovens, já disfarçada de menino e fazendo-se chamar Reinaldo. Riobaldo se apaixona profundamente pelo amigo, o que provoca nele vários sentimentos contraditórios e de repressão, já que a paixão homossexual era uma relação impossível de ser aceita no seu meio de jagunços do sertão. Uma história atemporal e de uma força incrível escrita por um mestre único e irrepetível!

Felizmente, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já faz parte da nossa realidade! 

Versão cinematográfica de 1965 / Bruna Lombardi e Tony Ramos na série de TV de 1985 – Foto: afontegeek e memoriaglobo respectivamente
Grande Sertão: Veredas – Foto: Editora Nova Fronteira

6. Hilda Furacão e frei Malthus. Obra: Hilda Furacão. Autor: Roberto Drummond

Hilda enfeitiça os homens  em um dos mais tradicionais clubes da cidade, o Minas Tênis. Despreza todos os pedidos de casamento e vive numa zona boêmia de Belo Horizonte. Como Hilda Furacão, ela tem a cidade inteira inebriada e aos seus pés e sua vida se cruza com a de Malthus, garoto que queria ser santo, mas se torna frade dominicano, líder político e escritor. Hilda Furacão é o desafio que o santo terá que enfrentar.

Hilda Furacão – Foto: Geração Editorial Divulgação

Hilda Furacão transformou-se em minissérie em 1998. A série foi baseada no livro sobre a história da prostituta Hilda Maia Valentim, conhecida na zona boêmia de Belo Horizonte como Hilda Furacão. Mais uma história de amor que mistura realidade e ficção, pelo visto as preferidas da nossa entrevistada!

Hilda Furacão – Foto: livre de direitos / Ana Paula Arósio na série Hilda Furacão exibita na TV – Foto: divulgação Globo

7. Fernando e Isaura. Obra: A história do amor de Fernando e Isaura. Autor: Ariano Suassuna

É a primeira prosa ficcional de Ariano Suassuna, uma versão brasileira do mito celta Tristão e Isolda, obra do século XII!

Ainda possuídos os dois pela ensonação amorosa, Isaura ouviu a voz de Fernando que lhe dizia:

Meu amor, minha amada, quanta felicidade você me deu! E ainda nem sequer sei seu nome! Sei que mora em São Miguel, que tratou de mim, salvando a minha vida, e que vai se casar comigo! Mas como é que você se chama?

Deitada, com a cabeça sobre o peito dele, exausta e feliz, ela respondeu:

- Isaura! e viu o rosto do rapaz se cobrir de uma palidez mortal. 

- Virgem Santíssima! – disse ele. – Valei-me, Mãe da Misericórdia! De que família você é?

Isaura, aflita, começou a falar. E, antes mesmo que ela terminasse, Fernando, apavorado, tomava conhecimento de que se ligara por uma paixão irreparável, por um amor terrível e eterno, à mulher a quem seu tio e protetor amava”. Com este trecho não precisamos dizer mais nada, você pode procurar o livro já!

A História de amor de Fernando e Isaura de Ariano Suassuna – Foto: Divulgação José Olympio Editora

8. Dona Flor, Vadinho e Teodoro. Obra: Dona Flor e Seus Dois Maridos. Autor: Jorge Amado

O romance se inicia com a morte súbita do boêmio Vadinho em pleno carnaval deixando Dona Flor, sua apaixonada e sofredora mulher, viúva. Ela começa a dar aulas de culinária e a suspirar durante as longas noites, pelo marido – apesar de sem vergonha, excelente amante.

Ela se casa com Teodoro, um farmacêutico tranquilo e super religioso que como amante, não chega nem aos pés do falecido Vadinho. Até que um dia, para a alegria e desespero de Dona Flor, o espírito de Vadinho retorna e ela tem que decidir se vai se render aos seus encantos, ou não.

Conheça e anote as 12 diferenças entre o eterno namorado e o futuro marido!

Cena final do fime de Bruno Barreto / Capa de uma das edições do livro. Fotos: google livre de direitos

A obra ganhou versão cinematográfica imortalizada em 1976 por José Wilcker no papel de Vadinho, Sônia Braga como Dona Flor e Mauro Mendonça como Teodoro. Em 98 virou minissérie escrita por Dias Gomes com os personagens interpretados por Giulia Gam, Edson Celulari e Marco Nanini.

9. Gabriela e Nacib. Obra: Gabriela, Cravo e Canela. Autor: Jorge Amado

Vinda do agreste, Gabriela chega em Ilhéus em 1925 à procura de trabalho. É retirada do lugar onde acampam os retirantes, pelo árabe Nacib, dono do bar Vesúvio, que se apaixona por ela quase instantaneamente, assim como todos os homens da cidade.
Ela assume a cozinha do bar, e o Vesúvio fica cada vez mais cheio por causa dos seus temperos e da sua beleza selvagem e natural. Apaixonado, Nacib resolve casar com Gabriela para transformá-la em respeitosa dama, mas Gabriela é livre, é agreste, cheira à cravo e canela.
Sônia Braga, a primeira Gabriela / Edição em inglês do livro / Juliana Paes, a “nova” gabriela. Fotos: google livre de direitos / Globo divulgação
Esta obra ganhou duas versões de telenovelas. A primeira, de 1975, trazia uma jovem e belíssima Sônia Braga como protagonista. A de 2012 com Juliana Paes também obteve sucesso, como a primeira. Agora, imagine o livro!

10. Pedro Bala e Dora. Obra: Capitães da Areia. Autor: Jorge Amado

Formado por meninos de rua, os Capitães da Areia têm um líder, seguem normas, obedecem a um chefe: Pedro Bala.

Com 15 anos ele se apaixona por Dora, a primeira “Capitã da Areia” e mesmo que inicialmente os garotos tentem tomá-la à força, ela se torna uma espécie de mãe e irmã para todos. Mas o amor dos dois, assim como o futuro dos meninos de rua, tem pouco futuro.

Capitães da Areia de Jorge Amado – Foto: record editora divulgação

Em 1968 a obra foi levada ao cinema por Hall Barthet. Em 1989 ganhou uma minissérie, e em 2011, virou filme homônimo dirigido por  Cecília Amado, neta de Jorge Amado.

Pedro bala e Dora no filme Capitães da areia de Cecília Amado – Foto: Divulgação

Agora você já tem leitura para as férias! Não deixe de ler nenhuma dessas histórias de amor que, além de maravilhosas, foram escritas pelos melhores escritores brasileiros. Dizem que Santo de casa não faz milagre, mas deveria! Boa leitura e obrigada Leticia Wierzchowsky! E se você está organizando o casamento, não perca a matéria Livros para quem vai se casar: 6 dicas de leitura obrigatória!

  • Obra de Leticia Wierzchowski:
    • O Anjo e o Resto de Nós
    • Prata do Tempo
    • eu@teamo.com.br (com Marcelo Pires)
    • A Casa das Sete Mulheres
    • O Pintor que Escrevia
    • Cristal Polonês
    • Um Farol no Pampa
    • Uma Ponte para Terebin
    • De um Grande Amor e uma Perdição Maior Ainda
    • Os Aparados
    • Os Getka
    • Neptuno
    • Sal
    • Navegue a Lágrima
    • O Dragão de Wawel e outras lendas polonesas
    • Todas as Coisas querem ser Outras Coisas
    • O Menino Paciente
    • Era uma Vez um Gato Xadrez
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Comentários (1)

Carlos Alexandre Ávila
1 dez de 2015

Concordo plenamente com as escolhas ,casualmente li todos os livros citados.

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